As Ciências Militares e sua conexão com defesa e segurança – existência, trajetória e finalidade
DOI:
https://doi.org/10.36414/rbmc.v12i26.227Palabras clave:
Ciências Militares, Defesa, Segurança, Multi(inter)disciplinar, BrasilResumen
Este artigo trata de uma pesquisa sobre as Ciências Militares e seu universo de abrangência. O tema se delimita para a discussão sobre as questões ontológicas, epistemológicas e teleológicas das Ciências Militares enquanto campo de estudo e pesquisa científica. A fim de desenvolver essa investigação, foram elaboradas duas perguntas de pesquisa: o que são Ciências Militares? Como as Ciências Militares se desenvolveram enquanto área científica? A presente pesquisa foi motivada pela necessidade de um melhor entendimento da abrangência das Ciências Militares como campo de estudo e pesquisa acadêmica teórica e aplicada à Defesa. O objetivo geral deste trabalho de pesquisa é, portanto, definir ciências militares com base na evolução do pensamento científico e trazer luz para seu objeto de estudo, evidenciando sua ‘existência’, sua ‘trajetória’ e sua ‘finalidade’. Para atingir esse objetivo, buscou-se, especificamente, revisitar potenciais definições para as Ciências Militares ao longo de sua trajetória como campo de estudo em construção. A metodologia utilizada nesse estudo é de natureza qualitativa, empregando o ferramental de revisão sistemática da literatura para sua condução. Este trabalho de pesquisa está organizado em cinco seções: a primeira é uma introdução ao tema das Artes e Ciências Militares. A segunda seção apresenta as Ciências Militares, desde o conhecimento empírico até o sistematizado – ontologia e teleologia; a terceira seção traz uma breve reflexão filosófico-epistemológica sobre a trajetória das Ciências Militares; a quarta seção apresenta as Ciências Militares na perspectiva brasileira; e, na sequência, são apresentadas as considerações finais, marcando a presença das Ciências Militares como relevante campo de estudo acadêmico contemporâneo que orbita em torno da Defesa Nacional.
Descargas
Citas
Chalmers A. What is this thing called science? An assessment of the nature and status of science and its methods. University of Queensland Press; 2013.
Alves R. Filosofia da ciência: introdução ao jogo e suas regras. Editora Brasiliense; 1981.
Oliveira S. O estudo das ciências militares e a sua relação com as disciplinas na Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN). Rev Agulhas Negras. 2023;7(10):101-112.
Cunha R, Migon E. Ensino de pós-graduação no Brasil: as Ciências Militares. Rev Bras Estud Def. 2017;4(1).
Pellegrini RP. The links between science, philosophy, and military theory: understanding the past, implications for the future. Maxwell Air Force Base (AL): Faculty of the School of Advanced Airpower Studies; 1997.
Bellvé M. Diccionario de ciencias militares. Barcelona: Revista Científico-Militar y Biblioteca Militar; 1895.
Bogdanove SA. Military science, its structure and content as the present stage in the development of military thought. Military Thought. 2004;13(2):135-150.
Clausewitz CV. Da guerra. São Paulo: Martins Fontes; 2023. p. 28.
Keegan J. Uma história da guerra. São Paulo: Companhia de Bolso; 2006. p. 18.
Cunha R, Migon E. As Ciências Militares e a configuração dos Estudos de Defesa como área do conhecimento científico. Coleção Meira Mattos. 2019;13(46):9-28.
Jordan KC. Military science. In: Piehler G, editor. Encyclopedia of Military Science. Los Angeles: SAGE Reference Publications; 2013. v. 4. p. 880-885.
Voelz G. Is Military Science “Scientific”? Joint Force Quarterly. 2014;75(4th Quarter).
Merriam-Webster. Military Science. Disponível em: https://www.merriam-webster.com/dictionary/military%20science
Corrêa D. Entre cientifização e a cientificidade: o problema do termo “Ciência Militar”. Diálogos Internacionais. 2022;9(90):1-13.
Medeiros SE. Da epistemologia dos estudos de defesa e os seus campos híbridos. Rev Bras Estud Def. 2015;2(2):43-55.
Raleiras M. Doutoramento em Ciências Militares: um fim ou uma fase do processo educativo das Forças Armadas? Lisboa: Instituto de Estudos Superiores Militares; 2011.
Migon E. Educação e cultura no século XXI: o Instituto Meira Mattos. Ensino de pós-graduação no Brasil: as Ciências Militares. Rev Clube Militar. 2015;(456):34-37.
Domingos Neto M. Defesa e segurança como área do conhecimento científico. Tensões Mundiais. 2006;2(3):136-149.
Saint-Pierre HL, et al. Seminário sobre a configuração dos estudos da defesa como área do conhecimento científico: reunião conjunta ABED-CPDOC/FGV. Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas; 2012.
Iskandar J, Leal M. Sobre positivismo e educação. Rev Diálogo Educ. 2002;3(7):89-94. doi:10.7213/rde.v3i7.4897.
Thiry-Cherques H. Métodos estruturalistas: pesquisas em ciências de gestão. São Paulo: Atlas; 2008.
Kuhn T. A estrutura das revoluções científicas. São Paulo: Perspectiva; 2013.
Brasil. Portaria nº 734, de 19 de agosto de 2010. Conceitua Ciências Militares, estabelece sua finalidade e delimita o escopo de seu estudo. Boletim do Exército. 2010;(34).
Brasil. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. 9. ed. Brasília (DF): Senado Federal, Coordenação de Edições Técnicas; 2026.
Nunes RF. O Instituto Meira Mattos da ECEME e o processo de transformação do Exército Brasileiro. Coleção Meira Mattos: Revista das Ciências Militares. 2012;26:9-17.
Proença Júnior D, Duarte E. Os estudos estratégicos como base reflexiva da defesa nacional. Rev Bras Polít Int. 2007;50(1):29-46.
Domingos Neto M. Sobre estudos de defesa. In: Palestra proferida na Escola Superior de Guerra (ESG). Rio de Janeiro: ESG; 2013.
Saint-Pierre HL. Ensaio sobre os estudos de defesa e a comunidade que os pratica. Rev Bras Estud Def. 2015;2(2):29-39.
Descargas
Publicado
Cómo citar
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2026 REVISTA BRASILEIRA MILITAR DE CIÊNCIAS

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución-NoComercial-SinDerivadas 4.0.
A submissão de originais para a Revista Brasileira Militar de Ciências implica na transferência, pelos autores, dos direitos de publicação digital. Os autores somente poderão utilizar os mesmos resultados em outras publicações indicando claramente a Revista Brasileira Militar de Ciências como o meio da publicação original. Em virtude de ser uma revista de acesso aberto, permite-se o uso gratuito dos artigos em aplicações educacionais, científicas, não comerciais, desde que citada a fonte (por favor, veja a LicençaCreative Commons no rodapé desta página)


