REVISTA BRASILEIRA MILITAR DE CIÊNCIAS
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<p>A Revista Brasileira Militar de Ciências (RBMC) é um periódico em Fluxo Contínuo técnico-científico, de Revisão Duplo-Cega por Pares (Double Blind Peer Review) da Faculdade de Princípios Militares (FPM), em meio eletrônico, que tem como a sua base fundamental a publicação de estudos interdisciplinares em todas a grandes áreas do conhecimento. O objetivo principal é divulgar estudos que contribuam com a disseminação do conhecimento nas áreas de Ciências Militares e Tecnológicas, Ciências Humanas, Jurídicas e Sociais, Ciências da Saúde, Ciências Biológicas e do Meio Ambiente. A RBMC recebe submissões em suas seções: Artigos originais provenientes de pesquisas (quantitativas e/ou qualitativas) e artigos de revisão (integrativa, sistemática e metanálise). A RBMC estimula a publicação de trabalhos provenientes de variadas fontes, sendo aberta a contribuições nacionais e internacionais. Está devidamente cadastrada com o número internacional ISSN (2447-9071) que normatiza as publicações seriadas.</p> <p><strong>** CLASSIFICAÇÃO QUALIS/CAPES (2021-2024): B1</strong></p> <p><strong>OBSERVAÇÃO</strong>: Como a RBMC publica os artigos em FLUXO CONTÍNUO, após aprovação do artigo, em no máximo 15 dias já estará publicado com o respectivo DOI. Para isso é cobrada taxa de publicação no valor de R$ 300,00 (Trezentos reais). Não há custo para avaliação do artigo, somente para publicação.</p>Lepiduspt-BRREVISTA BRASILEIRA MILITAR DE CIÊNCIAS2447-9071<p>A submissão de originais para a Revista Brasileira Militar de Ciências implica na transferência, pelos autores, dos direitos de publicação digital. Os autores somente poderão utilizar os mesmos resultados em outras publicações indicando claramente a Revista Brasileira Militar de Ciências como o meio da publicação original. Em virtude de ser uma revista de acesso aberto, permite-se o uso gratuito dos artigos em aplicações educacionais, científicas, não comerciais, desde que citada a fonte (por favor, veja a Licença<em>Creative Commons</em> no rodapé desta página)</p>Biomarcadores para diagnóstico e prognóstico de Alzheimer
https://rbmc.org.br/rbmc/article/view/211
<p>A Doença de Alzheimer (DA) é a principal causa de demência no mundo, caracterizada por processos neurodegenerativos progressivos que comprometem cognição, comportamento e funcionalidade. O diagnóstico precoce permanece desafiador, pois os métodos tradicionais, como análise de líquido cefalorraquidiano e exames de imagem, embora considerados referência, são invasivos, caros e pouco acessíveis em larga escala. Nesse contexto, os biomarcadores periféricos emergem como alternativas promissoras por aliarem menor invasividade, maior viabilidade clínica e potencial para refletir alterações neuropatológicas precoces. O presente estudo objetivou realizar uma revisão da literatura sobre os principais biomarcadores aplicados ao diagnóstico e prognóstico do Alzheimer, incluindo também estudos que avaliem intervenções, como o uso de probióticos, desde que estejam diretamente relacionados à modulação de biomarcadores associados à fisiopatologia, progressão ou detecção precoce da doença. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura com base no modelo PRISMA, com seleção de estudos nas bases de dados Portal de Periódicos da PubMed/Medline, Scielo e Biblioteca Virtual em Saúde, empregando os descritores: Alzheimer, biomarcadores, probióticos, em português e inglês, no período de 2019 a 2024. Esta revisão evidencia que os biomarcadores representam ferramentas fundamentais para o diagnóstico precoce e o prognóstico da DA. Enquanto os exames do líquor e de imagem permanecem como padrão, avanços em marcadores periféricos, como p-tau, NfL, GFAP e citocinas inflamatórias, ampliam as possibilidades de aplicação clínica por serem menos invasivos e mais acessíveis. Além disso, estratégias como a suplementação com probióticos e kefir mostram potencial em modular processos relacionados à neuroinflamação e ao estresse oxidativo, sugerindo caminhos promissores para futuras intervenções terapêuticas. A integração entre biomarcadores clássicos, periféricos e inovadores, aponta para um modelo de medicina personalizada e preventiva, essencial para o enfrentamento da DA.</p>Rafaela Remigio RodriguesAlessandra Marques Cardoso
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2026-02-062026-02-06122610.36414/rbmc.v12i26.211Mieloma múltiplo: perspectivas prognósticas à luz da genômica
https://rbmc.org.br/rbmc/article/view/212
<p>De acordo com a literatura, cerca de 10 a 20% dos pacientes com Mieloma Múltiplo (MM) vêm a óbito dentre 2 e 3 anos após o diagnóstico, casos conhecidos como MM de alto risco. Estudos revelam que desfechos graves estão relacionados a anormalidades genéticas que podem influenciar no desenvolvimento da doença. O presente estudo objetivou realizar uma revisão integrativa da literatura acerca dos biomarcadores genômicos associados ao prognóstico no MM. Apresenta-se como uma revisão integrativa da literatura com seleção de estudos consultados nas plataformas eletrônicas: Embase, <em>Web of Science</em> e PubMed, sendo utilizados os seguintes Descritores em Ciências da Saúde (DeCS) no idioma inglês, utilizando o operador booleano “AND” e “OR” para combinação dos termos: <em>multiple myeloma</em>,<em> genomics </em>e<em> prognosis</em>, compreendido entre 2023 e 2025. Os estudos analisados demonstraram que alterações na expressão de miRNAs, como miR-16, miR-21, miR-25 e miR-221/222<strong>,</strong> lncRNAs, como NEAT1<strong>, </strong>circRNAs e genes associados à via p53 estão fortemente associados ao prognóstico, à sobrevida global e à resposta terapêutica no mieloma múltiplo. Ademais, alguns genes, como TYROBP e FAM72D<strong>,</strong> mostraram potencial para prever recidiva e agressividade tumoral<strong>,</strong> enquanto os genes relacionados à piroptose (PRGs) sugerem novas vias de estudo prognóstico. Os resultados desta pesquisa indicam que alterações genômicas específicas estão fortemente associadas ao prognóstico, à progressão e à resposta terapêutica no MM, destacando o potencial da genômica como ferramenta essencial para a estratificação de risco e o desenvolvimento de terapias personalizadas.</p>Júlia Faleiro MartinsAlessandra Marques Cardoso
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2026-02-062026-02-06122610.36414/rbmc.v12i26.212Serviço odontológico da Polícia Militar do Amapá: perfil dos atendimentos realizados em convênio com o Serviço Social do Comércio em Macapá-AP
https://rbmc.org.br/rbmc/article/view/214
<p>A assistência em saúde bucal desempenha papel fundamental na promoção da saúde e na prevenção de agravos no meio militar. Por ser essencial à prontidão operacional, visto que agravos odontológicos podem comprometer a capacidade laboral dos policiais militares, este estudo buscou caracterizar o perfil clínico e demográfico dos atendimentos realizados na PMAP, via convênio com o SESC/AP (2021-2023). Trata-se de uma pesquisa retrospectiva, quantitativa e descritiva, baseada em dados secundários, cujas variáveis incluíram sexo, vínculo, unidade de origem e tipo de procedimento. Os resultados apontaram predominância do sexo masculino (61,8%) e de militares da ativa (94,5%). Embora as condutas preventivas (46,6%) e diagnósticas (19,3%) tenham sido majoritárias, procedimentos curativos somaram cerca de 31% do volume total. Identificou-se, ainda, alta prevalência de consultas iniciais (59,7%) e concentração dos atendimentos em unidades da região metropolitana de Macapá. Conclui-se que o convênio demonstrou relevância na manutenção da capacidade laboral da tropa; contudo, a coexistência de demandas reprimidas e a limitação do acesso para o efetivo do interior indicam a necessidade de expansão das parcerias e de novos estudos de abrangência estadual.</p>Tássio Luiz da Silva Freitas
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2026-02-062026-02-06122610.36414/rbmc.v12i26.214Fatores associados à sintomatologia de ansiedade, depressão e estresse em policiais do Comando de Missões Especiais da Polícia Militar do Estado de Goiás
https://rbmc.org.br/rbmc/article/view/215
<p>Esta pesquisa investigou os fatores sociodemográficos e ocupacionais associados à sintomatologia de ansiedade, depressão e estresse em policiais do Comando de Missões Especiais (CME) da Polícia Militar do Estado de Goiás (PMGO). O estudo teve desenho quantitativo e transversal, utilizando questionário sociodemográfico e ocupacional, bem como a escala (DASS-21), distribuídos a todos os policiais militares do CME, de forma online via Sistema Eletrônico de Informações (Sei! Goiás), no período de dezembro de 2024 a fevereiro de 2025, sendo respondido por 229 policiais. Os dados analisados evidenciam que diversos fatores ocupacionais impactam significativamente os níveis de ansiedade, estresse e depressão dos policiais militares desse comando, entre eles: o ambiente de trabalho, a percepção de risco à saúde, a relação com superiores hierárquicos e a falta de ações institucionais voltadas à saúde mental se destacam como variáveis críticas para a saúde psicológica dos profissionais entrevistados. No que se refere a fatores associados, as doenças crônicas e psiquiátricas diagnosticadas, poucas horas de sono (menos de 7 horas de sono) e uso de substâncias que possam alterar o sono, estão em maior evidência. No teste de correlação de Spearman identificou-se com significância estatística uma correlação positiva entre ansiedade e depressão (rho=0,659; p<0,0001), ansiedade e estresse (rho=0,728; p<0,0001), estresse e depressão (rho=0,814; p<0,0001).Os resultados reforçam a necessidade de intervenções psicológicas e institucionais voltadas à saúde mental dos policiais militares. Medidas como programas de gestão do estresse, acompanhamento psicológico e apoio social são fundamentais para mitigar os impactos negativos das condições ocupacionais adversas. Além disso, o desenvolvimento de políticas de prevenção, incluindo treinamento para reconhecimento precoce de sintomas e intervenção psicossocial, pode contribuir significativamente para a redução dos índices de transtornos mentais na corporação.</p>Diony Dornélio da CostaClayson Moura GomesLinda Denise Fernandes MoreiraAntonio Márcio Teodoro Cordeiro SilvaRogério José de Almeida
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2026-02-102026-02-10122610.36414/rbmc.v12i26.215Evidências clínicas da eficácia da psilocibina no tratamento da depressão resistente: revisão integrativa
https://rbmc.org.br/rbmc/article/view/217
<p>A depressão é um transtorno mental prevalente e incapacitante sendo considerado um problema de saúde pública. É caracterizada por humor deprimido persistente, perda de interesse em atividades diárias, alterações cognitivas e somáticas e, frequentemente, acompanhada por fadiga, alterações no sono ou no apetite. Estima-se que cerca de 20–40% dos pacientes com transtorno depressivo maior não respondam adequadamente ao tratamento farmacológico convencional, sendo classificados como portadores de depressão resistente ao tratamento (DRT). Nesse contexto, a busca por alternativas terapêuticas mais eficazes e seguras se torna fundamental. A psilocibina é um alcaloide triptamínico encontrado em cogumelos alucinógenos da espécie <em>Psilocybe mexicana</em>. Atua como agonista parcial dos receptores serotoninérgicos 5-HT2A no cérebro que promove alterações na percepção, no humor e no pensamento. Este trabalho objetivou avaliar na literatura a eficiência da psilocibina no tratamento da DRT. Trata-se de um estudo de revisão integrativa descritiva, realizado por meio de buscas na plataforma PubMed. As palavras-chave utilizadas foram psilocybin, psilocybin and depression, antidepressant effects. Foram identificados 742 artigos, dos quais 49 foram selecionados após leitura de títulos e resumos, sendo 10 incluídos na análise final. Os estudos analisados envolveram indivíduos maiores de 18 anos e apresentaram delineamentos variados, incluindo ensaios clínicos randomizados controlados por placebo, estudos duplo-cegos, crossover, estudos abertos e meta-análises. De modo geral, os resultados indicaram redução significativa dos escores depressivos, com resposta rápida e manutenção do efeito antidepressivo por semanas a meses após uma ou poucas administrações. Conclui-se que a psilocibina pode representar uma alternativa terapêutica promissora para a DRT. Entretanto, mais estudos sobre sua segurança, posologia, perfil de toxicidade e de interações medicamentosas são necessários.</p>Tiago de Souza SantosJoatan Lucas de Sousa Gomes CostaCarmem Lúcia de Arroxelas Silva
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2026-03-122026-03-12122610.36414/rbmc.v12i26.217Impactos das atividades antrópicas na saúde de aves marinhas: corpo estranho gastrointestinal em faigão-rola (Pachyptila desolata)
https://rbmc.org.br/rbmc/article/view/218
<p>O presente trabalho descreve os aspectos clínicos, anatomopatológicos e as implicações antrópicas relacionadas a um caso de corpo estranho linear no trato gastrointestinal de um exemplar de <em>Pachyptila desolata</em> (faigão-rola) encontrado debilitado na costa brasileira. O indivíduo apresentou hipotermia, desidratação severa, caquexia e mucosas hipocoradas, compatíveis com o quadro clínico típico de aves marinhas encalhadas. A necropsia revelou pregueamento intestinal severo, atrofia de gordura serosa, petéquias gástricas e presença de fragmentos plásticos e fios de nylon, caracterizando obstrução gastrointestinal por corpo estranho linear. Esses achados corroboram o papel da poluição plástica e da captura incidental como importantes causas antropogênicas de morbidade e mortalidade em Procellariidae. As intervenções terapêuticas instituídas, tais como fluidoterapia, suporte energético e manejo nutricional, seguiram protocolos recomendados para a estabilização de aves debilitadas, embora o prognóstico tenha permanecido reservado. O caso reforça a relevância do monitoramento costeiro e das políticas públicas de mitigação da poluição marinha na conservação de aves oceânicas.</p>Sofia Braga de OliveiraGabriela Cristini de SouzaAlice Assunção dos SantosAna Maria de Souza AlmeidaÚrsula Nunes RaueckerEstela Vieira de Souza SilvaEduardo de Paula Nascente
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2026-04-272026-04-27122610.36414/rbmc.v12i26.218Fatores socioambientais associados à fadiga e níveis de atividade física em estudantes de medicina
https://rbmc.org.br/rbmc/article/view/220
<p>O estudo analisa os fatores sociais, clínicos e ambientais associados aos níveis de fadiga e de atividade física em estudantes de medicina, considerando o contexto de alta exigência acadêmica e privação de lazer. Realizou-se uma pesquisa transversal analítica com abordagem quantitativa, cuja coleta de dados ocorreu entre abril e julho de 2021 via meios eletrônicos (WhatsApp, e-mail e Facebook). A amostra por conveniência foi composta por 143 estudantes de diversos períodos. Utilizaram-se como instrumentos um questionário sociodemográfico, clínico e ambiental, a Escala de Fadiga de Chalder e o Questionário Internacional de Atividade Física (IPAQ). Os resultados indicaram predomínio do sexo feminino (69,2%) e faixa etária acima de 20 anos (67,8%), com média de 21,8 anos. Constatou-se que 86% dos estudantes apresentaram escores indicativos de fadiga. Na análise comparativa, observaram-se maiores níveis de fadiga em estudantes do sexo feminino (p=0,0016), naqueles com envolvimento religioso autodeclarado fraco (p=0,0412) e em acadêmicos irregularmente ativos (p=0,0151). Conclui-se que a escola médica deve desenvolver estratégias de suporte ao estudante para o manejo da pressão cotidiana e o enfrentamento de dificuldades durante a formação acadêmica e profissional.</p>Vanderly Marques BandeiraIvan Silveira de AvelarAntonio Márcio Teodoro Cordeiro SilvaRogério José de Almeida
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2026-04-272026-04-27122610.36414/rbmc.v12i26.220Supremacia do interesse público e proporcionalidade no direito administrativo brasileiro: revisão doutrinária e jurisprudencial
https://rbmc.org.br/rbmc/article/view/222
<p>Este estudo teve por objetivo analisar a reformulação contemporânea da supremacia do interesse público no direito administrativo brasileiro, com ênfase na passagem de um modelo de precedência abstrata para um modelo de justificação constitucional das decisões estatais. Realizou-se revisão narrativa, de abordagem qualitativa, fundada em literatura jurídica nacional e em precedentes selecionados do Supremo Tribunal Federal e do Superior Tribunal de Justiça. Foram privilegiados autores representativos da formulação clássica do regime jurídico-administrativo e da crítica desenvolvida no constitucionalismo contemporâneo, bem como julgados paradigmáticos em que o interesse público foi mobilizado como fundamento de restrição a direitos ou de validação da atuação administrativa. A revisão mostrou que a concepção clássica conserva relevância histórica para explicar a orientação finalística da Administração Pública e a existência de prerrogativas estatais; contudo, revelou-se insuficiente para legitimar, por si só, restrições a direitos fundamentais. Na doutrina recente, ganham centralidade a proporcionalidade, a ponderação e o dever de fundamentação. Na jurisprudência, observou-se trajetória de transição: ao lado de decisões ainda apoiadas na linguagem tradicional da supremacia, consolidam-se julgados que exigem demonstração concreta de adequação, necessidade e proporcionalidade em sentido estrito. A supremacia do interesse público não desaparece, mas perde a condição de cláusula geral de prevalência automática. No Estado constitucional, sua invocação somente se mostra legítima quando vinculada a finalidade pública constitucionalmente definida e acompanhada de justificação racional, controlável e compatível com os direitos fundamentais. Os achados indicam, ainda, que essa releitura contribui para qualificar a motivação administrativa, reduzir o uso retórico da expressão "interesse público" e fortalecer o controle jurisdicional e social sobre decisões estatais potencialmente restritivas.</p>Alessandra Mendes Costal Gomes
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2026-05-182026-05-18122610.36414/rbmc.v12i26.222A logística preditiva como multiplicador de força para o Exército Brasileiro
https://rbmc.org.br/rbmc/article/view/225
<p>Os conflitos contemporâneos de alta intensidade demonstram que a logística preditiva constitui um multiplicador de força essencial. A Operação Epic Fury (2026) evidenciou o emprego estratégico de Inteligência Artificial (IA) pelo Exército dos EUA, que identificou e neutralizou mais de 1.000 alvos nas primeiras 24 horas mediante coordenação logístico-operacional avançada. No contexto das Operações no Multidomínio (Op MDO) e da Transformação do EB, a prontidão logística é condição sine qua non para a geração do poder de combate. O artigo analisa, sob uma perspectiva doutrinária e com base em indicadores militares reconhecidos (MTBF, MTTR, Ao, LCC), as potencialidades e os caminhos para a implementação da logística preditiva no Exército Brasileiro, articulando os fundamentos do EME, do COLOG e do COTER com as oportunidades da 4ª Revolução Industrial. A adoção sistêmica da logística preditiva representa um imperativo estratégico inadiável, capaz de elevar a disponibilidade operacional da Força Terrestre (F Ter), reduzir os custos ao longo do ciclo de vida e fortalecer a prontidão em cenários de crescente complexidade operacional.</p>Jonathas da Costa JardimÁtila Alves de Souza
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2026-05-252026-05-25122610.36414/rbmc.v12i26.225