https://rbmc.org.br/rbmc/issue/feedREVISTA BRASILEIRA MILITAR DE CIÊNCIAS2026-03-04T16:13:30-03:00Open Journal Systems<p>A Revista Brasileira Militar de Ciências (RBMC) é um periódico em Fluxo Contínuo técnico-científico, de Revisão Duplo-Cega por Pares (Double Blind Peer Review) da Faculdade de Princípios Militares (FPM), em meio eletrônico, que tem como a sua base fundamental a publicação de estudos interdisciplinares em todas a grandes áreas do conhecimento. O objetivo principal é divulgar estudos que contribuam com a disseminação do conhecimento nas áreas de Ciências Militares e Tecnológicas, Ciências Humanas, Jurídicas e Sociais, Ciências da Saúde, Ciências Biológicas e do Meio Ambiente. A RBMC recebe submissões em suas seções: Artigos originais provenientes de pesquisas (quantitativas e/ou qualitativas) e artigos de revisão (integrativa, sistemática e metanálise). A RBMC estimula a publicação de trabalhos provenientes de variadas fontes, sendo aberta a contribuições nacionais e internacionais. Está devidamente cadastrada com o número internacional ISSN (2447-9071) que normatiza as publicações seriadas.</p> <p><strong>** CLASSIFICAÇÃO QUALIS/CAPES (2021-2024): B1</strong></p> <p><strong>OBSERVAÇÃO</strong>: Como a RBMC publica os artigos em FLUXO CONTÍNUO, após aprovação do artigo, em no máximo 15 dias já estará publicado com o respectivo DOI. Para isso é cobrada taxa de publicação no valor de R$ 300,00 (Trezentos reais). Não há custo para avaliação do artigo, somente para publicação.</p>https://rbmc.org.br/rbmc/article/view/211Biomarcadores para diagnóstico e prognóstico de Alzheimer2026-01-14T17:32:18-03:00Rafaela Remigio Rodriguesrafaelarero@icloud.comAlessandra Marques Cardosoalemarquespuc@gmail.com<p>A Doença de Alzheimer (DA) é a principal causa de demência no mundo, caracterizada por processos neurodegenerativos progressivos que comprometem cognição, comportamento e funcionalidade. O diagnóstico precoce permanece desafiador, pois os métodos tradicionais, como análise de líquido cefalorraquidiano e exames de imagem, embora considerados referência, são invasivos, caros e pouco acessíveis em larga escala. Nesse contexto, os biomarcadores periféricos emergem como alternativas promissoras por aliarem menor invasividade, maior viabilidade clínica e potencial para refletir alterações neuropatológicas precoces. O presente estudo objetivou realizar uma revisão da literatura sobre os principais biomarcadores aplicados ao diagnóstico e prognóstico do Alzheimer, incluindo também estudos que avaliem intervenções, como o uso de probióticos, desde que estejam diretamente relacionados à modulação de biomarcadores associados à fisiopatologia, progressão ou detecção precoce da doença. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura com base no modelo PRISMA, com seleção de estudos nas bases de dados Portal de Periódicos da PubMed/Medline, Scielo e Biblioteca Virtual em Saúde, empregando os descritores: Alzheimer, biomarcadores, probióticos, em português e inglês, no período de 2019 a 2024. Esta revisão evidencia que os biomarcadores representam ferramentas fundamentais para o diagnóstico precoce e o prognóstico da DA. Enquanto os exames do líquor e de imagem permanecem como padrão, avanços em marcadores periféricos, como p-tau, NfL, GFAP e citocinas inflamatórias, ampliam as possibilidades de aplicação clínica por serem menos invasivos e mais acessíveis. Além disso, estratégias como a suplementação com probióticos e kefir mostram potencial em modular processos relacionados à neuroinflamação e ao estresse oxidativo, sugerindo caminhos promissores para futuras intervenções terapêuticas. A integração entre biomarcadores clássicos, periféricos e inovadores, aponta para um modelo de medicina personalizada e preventiva, essencial para o enfrentamento da DA.</p>2026-02-06T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 REVISTA BRASILEIRA MILITAR DE CIÊNCIAShttps://rbmc.org.br/rbmc/article/view/212Mieloma múltiplo: perspectivas prognósticas à luz da genômica2026-01-14T17:41:09-03:00Júlia Faleiro Martinsjuliamartins.f092@gmail.comAlessandra Marques Cardosoalemarquespuc@gmail.com<p>De acordo com a literatura, cerca de 10 a 20% dos pacientes com Mieloma Múltiplo (MM) vêm a óbito dentre 2 e 3 anos após o diagnóstico, casos conhecidos como MM de alto risco. Estudos revelam que desfechos graves estão relacionados a anormalidades genéticas que podem influenciar no desenvolvimento da doença. O presente estudo objetivou realizar uma revisão integrativa da literatura acerca dos biomarcadores genômicos associados ao prognóstico no MM. Apresenta-se como uma revisão integrativa da literatura com seleção de estudos consultados nas plataformas eletrônicas: Embase, <em>Web of Science</em> e PubMed, sendo utilizados os seguintes Descritores em Ciências da Saúde (DeCS) no idioma inglês, utilizando o operador booleano “AND” e “OR” para combinação dos termos: <em>multiple myeloma</em>,<em> genomics </em>e<em> prognosis</em>, compreendido entre 2023 e 2025. Os estudos analisados demonstraram que alterações na expressão de miRNAs, como miR-16, miR-21, miR-25 e miR-221/222<strong>,</strong> lncRNAs, como NEAT1<strong>, </strong>circRNAs e genes associados à via p53 estão fortemente associados ao prognóstico, à sobrevida global e à resposta terapêutica no mieloma múltiplo. Ademais, alguns genes, como TYROBP e FAM72D<strong>,</strong> mostraram potencial para prever recidiva e agressividade tumoral<strong>,</strong> enquanto os genes relacionados à piroptose (PRGs) sugerem novas vias de estudo prognóstico. Os resultados desta pesquisa indicam que alterações genômicas específicas estão fortemente associadas ao prognóstico, à progressão e à resposta terapêutica no MM, destacando o potencial da genômica como ferramenta essencial para a estratificação de risco e o desenvolvimento de terapias personalizadas.</p>2026-02-06T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 REVISTA BRASILEIRA MILITAR DE CIÊNCIAShttps://rbmc.org.br/rbmc/article/view/214Serviço odontológico da Polícia Militar do Amapá: perfil dos atendimentos realizados em convênio com o Serviço Social do Comércio em Macapá-AP2026-01-28T15:15:10-03:00Tássio Luiz da Silva Freitastassiolsfreitas@gmail.com<p>A assistência em saúde bucal desempenha papel fundamental na promoção da saúde e na prevenção de agravos no meio militar. Por ser essencial à prontidão operacional, visto que agravos odontológicos podem comprometer a capacidade laboral dos policiais militares, este estudo buscou caracterizar o perfil clínico e demográfico dos atendimentos realizados na PMAP, via convênio com o SESC/AP (2021-2023). Trata-se de uma pesquisa retrospectiva, quantitativa e descritiva, baseada em dados secundários, cujas variáveis incluíram sexo, vínculo, unidade de origem e tipo de procedimento. Os resultados apontaram predominância do sexo masculino (61,8%) e de militares da ativa (94,5%). Embora as condutas preventivas (46,6%) e diagnósticas (19,3%) tenham sido majoritárias, procedimentos curativos somaram cerca de 31% do volume total. Identificou-se, ainda, alta prevalência de consultas iniciais (59,7%) e concentração dos atendimentos em unidades da região metropolitana de Macapá. Conclui-se que o convênio demonstrou relevância na manutenção da capacidade laboral da tropa; contudo, a coexistência de demandas reprimidas e a limitação do acesso para o efetivo do interior indicam a necessidade de expansão das parcerias e de novos estudos de abrangência estadual.</p>2026-02-06T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 REVISTA BRASILEIRA MILITAR DE CIÊNCIAShttps://rbmc.org.br/rbmc/article/view/215Fatores associados à sintomatologia de ansiedade, depressão e estresse em policiais do Comando de Missões Especiais da Polícia Militar do Estado de Goiás2026-01-29T07:08:49-03:00Diony Dornélio da Costaynoid03@yahoo.com.brClayson Moura Gomesclaysonmoura10@gmail.comLinda Denise Fernandes Moreiralinda.moreira@faculdadepm.edu.brAntonio Márcio Teodoro Cordeiro Silvamarciocmed@gmail.comRogério José de Almeidarogerio.almeida@faculdadepm.edu.br<p>Esta pesquisa investigou os fatores sociodemográficos e ocupacionais associados à sintomatologia de ansiedade, depressão e estresse em policiais do Comando de Missões Especiais (CME) da Polícia Militar do Estado de Goiás (PMGO). O estudo teve desenho quantitativo e transversal, utilizando questionário sociodemográfico e ocupacional, bem como a escala (DASS-21), distribuídos a todos os policiais militares do CME, de forma online via Sistema Eletrônico de Informações (Sei! Goiás), no período de dezembro de 2024 a fevereiro de 2025, sendo respondido por 229 policiais. Os dados analisados evidenciam que diversos fatores ocupacionais impactam significativamente os níveis de ansiedade, estresse e depressão dos policiais militares desse comando, entre eles: o ambiente de trabalho, a percepção de risco à saúde, a relação com superiores hierárquicos e a falta de ações institucionais voltadas à saúde mental se destacam como variáveis críticas para a saúde psicológica dos profissionais entrevistados. No que se refere a fatores associados, as doenças crônicas e psiquiátricas diagnosticadas, poucas horas de sono (menos de 7 horas de sono) e uso de substâncias que possam alterar o sono, estão em maior evidência. No teste de correlação de Spearman identificou-se com significância estatística uma correlação positiva entre ansiedade e depressão (rho=0,659; p<0,0001), ansiedade e estresse (rho=0,728; p<0,0001), estresse e depressão (rho=0,814; p<0,0001).Os resultados reforçam a necessidade de intervenções psicológicas e institucionais voltadas à saúde mental dos policiais militares. Medidas como programas de gestão do estresse, acompanhamento psicológico e apoio social são fundamentais para mitigar os impactos negativos das condições ocupacionais adversas. Além disso, o desenvolvimento de políticas de prevenção, incluindo treinamento para reconhecimento precoce de sintomas e intervenção psicossocial, pode contribuir significativamente para a redução dos índices de transtornos mentais na corporação.</p>2026-02-10T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 REVISTA BRASILEIRA MILITAR DE CIÊNCIAShttps://rbmc.org.br/rbmc/article/view/217Evidências clínicas da eficácia da psilocibina no tratamento da depressão resistente: revisão integrativa2026-03-04T16:13:30-03:00Tiago de Souza Santostiagosouzacsa@outlook.comJoatan Lucas de Sousa Gomes Costajoatan_costa@hotmail.comCarmem Lúcia de Arroxelas Silvacarmemarroxelas@gmail.com<p>A depressão é um transtorno mental prevalente e incapacitante sendo considerado um problema de saúde pública. É caracterizada por humor deprimido persistente, perda de interesse em atividades diárias, alterações cognitivas e somáticas e, frequentemente, acompanhada por fadiga, alterações no sono ou no apetite. Estima-se que cerca de 20–40% dos pacientes com transtorno depressivo maior não respondam adequadamente ao tratamento farmacológico convencional, sendo classificados como portadores de depressão resistente ao tratamento (DRT). Nesse contexto, a busca por alternativas terapêuticas mais eficazes e seguras se torna fundamental. A psilocibina é um alcaloide triptamínico encontrado em cogumelos alucinógenos da espécie <em>Psilocybe mexicana</em>. Atua como agonista parcial dos receptores serotoninérgicos 5-HT2A no cérebro que promove alterações na percepção, no humor e no pensamento. Este trabalho objetivou avaliar na literatura a eficiência da psilocibina no tratamento da DRT. Trata-se de um estudo de revisão integrativa descritiva, realizado por meio de buscas na plataforma PubMed. As palavras-chave utilizadas foram psilocybin, psilocybin and depression, antidepressant effects. Foram identificados 742 artigos, dos quais 49 foram selecionados após leitura de títulos e resumos, sendo 10 incluídos na análise final. Os estudos analisados envolveram indivíduos maiores de 18 anos e apresentaram delineamentos variados, incluindo ensaios clínicos randomizados controlados por placebo, estudos duplo-cegos, crossover, estudos abertos e meta-análises. De modo geral, os resultados indicaram redução significativa dos escores depressivos, com resposta rápida e manutenção do efeito antidepressivo por semanas a meses após uma ou poucas administrações. Conclui-se que a psilocibina pode representar uma alternativa terapêutica promissora para a DRT. Entretanto, mais estudos sobre sua segurança, posologia, perfil de toxicidade e de interações medicamentosas são necessários.</p>2026-03-12T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 REVISTA BRASILEIRA MILITAR DE CIÊNCIAS